novos membros cne 2021Oito membros da Renamo e um do MDM na Assembleia Autárquica de Marromeu submeteram uma carta ao Ministério da Administração Estatal e Função Publica (MAEFP) a contestar a eleição da nova Presidente do órgão no dia 13 de Abril, em substituição de Castigo Diniz Djedje, que perdeu a vida a 30 de Agosto de 2020.

No seu lugar foi eleita Angelina Donquene, proposta pela Frelimo, com oito membros no órgão.

Os nove membros contestatários, portanto a maioria, alegam que a eleição da Angelina Donquene foi fraudulenta.

Segundo indica a carta submetida por estes membros ao MAEFP, a mesa do voto foi constituída por três munícipes, todos docentes naquela urbe, mas que não constituíram consenso entre as três bancadas.
Durante o processo de contagem, a mesa de votação não exibiu os votos, a bem de transparência do processo para os membros votantes, apesar da reclamação neste sentido. Como forma de protesto, os nove membros da Renamo e do MDM abandonaram a sala enquanto ainda decorria a contagem. Por este motivo, os contestatários alegam que quando a contagem terminou com apenas oito membros da Frelimo na sala de sessões, a Assembleia Autárquica não reunia o quórum necessário para tornar válidas as decisões deste órgão, conforme a lei impõe. Mais do que isso, dizem que os resultados finais não reflectem o sentido de votação, pois, consideram que o candidato da Renamo tinha o apoio dos nove membros da oposição, contra os oito do partido governamental.
Outra reclamação prende-se com o facto da candidata eleita, concorreu ao cargo de presidente da assembleia autárquica, sem antes suspender o seu cargo como vice-presidente do mesmo órgão.
Assim, no documento submetido ao MAEFP, solicitam a anulação daquela eleição, a remarcação de uma nova data para as eleições em que seja constituída uma mesa consensual e que o processo de contagem seja transparente.
A Renamo, através do seu Secretário-geral confirmou o caso a Sala da Paz e considera que este caso demonstra que a "Frelimo já está a se preparar para fraude em 2023 e 2024 e quer usar Marromeu como laboratório".
Referiu que o partido está a seguir o caso junto das instituições e apela a sociedade cívil a aprofundar e não aceitar que este caso termine no silêncio.

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