Renamo acusa o Governo de apadrinhar guerra em Cabo DelgadoEste posicionamento foi assumido esta sexta-feira, 14 de maio, pelo Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO, Viana Magalhães, discursando na cerimônia de encerramento da terceira sessão ordinária da IX Legislatura da Assembleia da República.

"É fácil notar que a Guerra de Cabo Delgado é apadrinhada por pessoas dentro do Sistema governativo, pessoas com muita influência, ao ponto de negar apoio internacional para o combate ao mal que graça Cabo Delgado", declarou Magalhães.

Na ocasião, recordou que o Presidente da Renamo, Ossufo Momade "pronunciou-se muito cedo a favor da solicitação de apoio internacional. Os amigos da Guerra atiraram-se contra esta posição, alegando aspectos de Soberania! Que soberania é essa que deixa o seu povo morrer?", questionou Viana Magalhães, para quem o Governo só aceita a ajuda externa depois de ter garantias de benefícios pessoais para os dirigentes.

"Depois de receberem algumas notas verdes (dinheiro), com muitos zeros a direita, já (se) abriram a entrada do apoio internacional (...). Com as verdes na mão, prestes a entrarem nos bolsos dos donos da Guerra, já se esqueceram da soberania. Estes governantes funcionam como prego na madeira, só com marteladas", disse o Chefe da Bancada Parlamentar da RENAMO.

Na sua intervenção, Viana Magalhães acusou ainda o Governo de inacção em relação àquele conflito, o que no seu entender justifica-se pelo seu hábito de viver às custa da guerra. "(...)junta-se a inacção do Governo de fazer frente a Guerra em Cabo Delgado. O Governo deixou o anão tornar-se gigante, tratou o caso de Cabo Delgado com eufemismo típico de gente habituada a viver a custa da Guerra", considerou.

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